sexta-feira, 13 de março de 2015



A Federação Nacional de Mediação de Conflitos convida 
todos os interessados na área da Mediação de Conflitos e Justiça Restaurativa a estar presentes com Brian Steels



Dia 16 de Março, pelas 18:00 h nas Instalações da Red Apple (Parque das Nações - Rua Cais das Naus, lote 4.04.02, Loja E)

Dia 17 de Março no Workshop sobre “Círculos Restaurativos” com Brian Steels. Entre as 10:00 e as 17:30 h no auditório da Direcção-Geral da Política da Justiça. Avª. D. João II, n.º 1.08.01 E, Torre H, Lisboa
A Inscrição é gratuita. Agradecemos a manifestação de vontade em estar presentes nos dois ou em um dos eventos através do email: evento.fmc.briansteels@gmail.com

E no dia 24 de Março com a Mediare no Porto.

Agradecemos, ainda a V. ajuda com a divulgação destes dois eventos.

Dr. Brian Steels é investigador nas áreas da reforma penal e justiça restaurativa. Dr Steels é docente da Universidade de Curtin, no Centro de Estudos Indígenas e seu trabalho entre as comunidades aborígenes como investigador e consultor é bem conhecida. Presidente do “Asia Pacific Forum for Restorative Justice”, é membro da Direcção e Coordenador do “Prison Reform Group of Western Australia”.
Livros Recomendados

A terceira alternativa na educação: educar para a liderança. (Stephen R. Covey em "A Terceira Alternativa")
pág. 216 a 218
"Sempre houve, e haverá, homens e mulheres inspiradores que são professores na verdadeira, e na mais nobre, essência da palavra; pessoas que acreditam e que se dedicam a despertar o potencial daqueles que elas guiam. É a essas que devemos a nossa mais profunda gratidão.Contudo, muitas pessoas que exercem a profissão de professor submeteram-se  desconfortavelmente à mentalidade da era industrial e agora ajudam a pertetuá-la. O modelo industrial é evidente na dependência excessiva dos resultados dos exames, em detrimento da própria criança. Ironicamente, apesar de as escolas públicas terem,de certa forma, adoptado o modelo de fábrica e a mentalidade empresarial, a comunidade empresarial está mais descontente do que nunca; as suas queixas não mudaram desde 1927.
Essa mentalidade típica da Wra Industrial, que encara as crianças como produtos, está na raiz do nosso grande desafio educativo.
(...) o modelo educativo controlador da Era Industrial suprime a libertação do potencial humano e simplesmente não resulta na economia da Era do Conhecimento.
(...) Em 1785, o filósofo Jeremy Bentham propôs um novo tipo de prisão denominado "pan-ótico", um edifício inteligente que permitia aos guardas vigiarem constantemente os prisioneiros. Um filósofo moderno, Michel Foucault, via o "pan-ótico" como o símbolo da moderna "sociedade de vigilância", em que vivíamos sob observaçao constante. Basta olharmos para a sala de aula, ou para a "quinta de cubículos" de uma das nossas grandes empresas, e veremos aquilo a que foucault se referia: tanto as escolas como as empresas se assemelham ao pan-ótico. Ele defende que, à medida que a vigilância aumenta, o respeito pela nossa individualidade diminui. A recompensa e o castigo baseiam-se na nossa capacidade para nos calarmos e seguirmos as instruções, e não na forma como oferecemos os nossos talentos únicos como um contributo. Quando orientamos as pessoas para serem lideradas, em vez de liderarem, as oportunidades diminuem e a sociedade sai prejudicada.
A mentalidade presidiária da Era Industrial apodera-se de nós durante os anos académicos, mas influencia a nossa vida inteira e a nossa sociedade.
(...) Poucos pais são suficientemente sagazes para verem que os filhos estão a ser preparados para uma vida de dependência.
Enquanto a educação for sinónimo de treinarmos crianças para serem dependentes, para serem boas seguidoras, jamais começaremos a abordar a esperança que cada criança traz ao mundo. E enquanto os grandes debates continuarem a arrancar folhas da enferma árvore da educação, e a discutirem por causa da melhor maneira de manter o modelo industrial vivo, a raiz cancerígena continuará a crescer sem ninguém reparar nela".