quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Ser Formadora de Mediadores: O que faço com o que aprendi, o que aprendo fazendo

Há grupos de formação que nos dão que pensar e que funcionam como âncoras e há imagens que valem mais do que mil palavras. É por isso, porque uma imagem vale mais do que mil palavras, que uso uma metáfora para explicar porque ser formadora é tão importante para mim.

(nesta foto revejo diferentes grupos, diferentes momentos, muitas experiências, mas um só coração...ou "maça"...)

A viagem
Num tempo que não é futuro nem presente, mas poderia ser passado, comecei a minha viagem. Trazia o coração na mão e uma mão cheia de nada como bagagem. Escolhi a direção. Viagem de ida, sem bilhete de volta. Velocidade, a da luz, rumo ao sol, cega pelo brilho, reflexos de uma paisagem esquecida.
Encontrei dragões e unicórnios, soldados e poetas, medo e esperança. Sempre em frente, perseguindo o futuro, esquecendo o presente e como bagagem uma mão cheia de tudo.
Num tempo que não é passado, nem presente, mas poderia ser futuro, comecei a minha viagem. À velocidade da luz na desarrumação difusa dos meus sonhos. Rumo ao infinito, à velocidade do sol, sem bilhete de volta. E na mão, as fotografias das paisagens imutáveis.
Encontrei leões e cordeiros, pessoas lindas e insanas, coragem e covardia. Sempre em frente, fugindo do presente. E como bagagem uma mão cheia de histórias.
Num tempo que não é futuro nem passado, mas poderia ser presente, comecei a minha viagem. Sempre em frente, passo a passo, aproveitando a paisagem, com o coração na mão e uma bagagem cheia de gente.
Encontrei poetas e unicórnios, dragões e soldados, leões e pessoas lindas. Sempre em frente, sem bilhete de volta. E como bagagem, as histórias, os sorrisos, os abraços, uma mão cheia de tudo e uma mão cheia de nada.
E no peito, um coração que bate. Tic tac.